É chegada a hora de mais um texto de fim de ano. Se você ainda não o recebeu por e-mail, é porque eu não tenho seu e-mail! Rsrs..... isso é facilmente remediável: me mande o seu e-mail! Vamos a ele:
Ano corrido + empreendimentos novos + planos para o futuro + viagem internacional com uma galera = Mazza sumido. Essa equação é tão exata que o meu (finado) blog só teve uma postagem no ano todo, e isso aconteceu porque eu planejei, comentei, me associei e comecei algumas coisas que serão grandes, mas que não estão nem perto disso. Se o mundo for acabar mesmo em 2012, eu vou ficar bem p*to porque um ano é pouco tempo pra pelo menos iniciar tudo que foi 2011.
Como tradição é tradição, aqui estamos nós com o texto de final de ano do Mazza. Se você não conhece o esquema, pergunte pra alguém que temos em comum no Facebook porque com certeza essa pessoa já recebeu um desses. E o tema desse ano foi abastecido por documentários, biografias, livros e conversas espetaculares que tive esse ano, e vai falar da vontade de ser maior.
As palavras sempre vêm da experiência pessoal deste que vos fala, mas acredito que as idéias que eu verbalizo estão no ar pra quem quiser – isso deve significar que muita gente deve estar pensando nisso ao mesmo tempo que eu. É claro que isso é algo que eu quero acreditar, em parte porque acredito nessa energia dinâmica e criativa que move o universo e em parte pela minha mania leonina de achar que sei tudo, mas é óbvio que ninguém é obrigado a compartilhar da minha viagem. Vamos lá.
Esse ano perdemos um dos maiores empreendedores da era da informática, Steve Jobs. Ele foi um cara que sabia muito pouco da parte técnica, tinha uma habilidade e um talento sobrenaturais para a parte comercial e uma visão que ia além do que o mercado via. Isso é suficiente para criar o que ele criou? Eu acho que não. Acho que muito executivos têm essas qualidades e não fazem mais do que administrar (com competência, claro) empreendimentos de outras pessoas. Steve tinha um diferencial que beirava a obsessão: ele tinha vontade de mudar o mundo.
Falando desse jeito, parece que eu o conhecia pessoalmente – e essa foi talvez a maior expressão de seu gênio criativo. Os consumidores da Apple nunca somente compraram produtos inovadores, eles sempre estavam (e estão) engajados a ajudar Steve em sua missão; eles próprios, através de seus cartões de crédito e suas escolhas, estavam “indo contra o sistema” do PC, e por isso faziam (e fazem) parte dessa missão. Eles estavam, perdoem o trocadilho, conectados com o gênio, e por isso se sentiam maiores do que um simples comprador de PCs. Eles não sabiam o porque, mas naquele momento eram maiores do que seu emprego, suas posses, suas dificuldades, suas escolhas. Eles eram os senhores da criação, simplesmente porque, por um momento, estavam mudando o mundo. E é por essas e outras que eu acho que todo ser humano tem essa vontade latente de ser maior, apesar de não saber ou de escolher não se importar.
Mas Mazza, não é um pouco presunçoso achar que você sabe o que as pessoas pensam? Sim, mas isso não significa que eu não sei - modéstia à parte. Vamos por partes: eu não posso afirmar que o que eu disse aí em cima é verdade, mas eu vejo uma certa padronização no comportamento de pessoas que seguem líderes que têm esse pensamento de mudar o mundo e conseguem transmiti-lo de forma a afetar positivamente a vida das pessoas. Na própria Herbalife, de onde tiro boa parte do meu aprendizado, é exatamente isso que acontece. Não estamos querendo vender produtos, queremos mudar a vida das pessoas. Mark Hughes, tal qual Steve Jobs, dizia, vivia e acreditava nisso mais do que qualquer pessoa, e veja só o legado que ele deixou para todos os distribuidores e clientes que usam os produtos. E eu acredito que essa vontade imparável de fazer diferente e fazer a diferença é que provoca a mudança, apesar de aparecer apenas em alguns poucos indivíduos que realmente têm coragem, paixão e força para aceitar as responsabilidades que vêm junto com o privilégio de poder tocar milhões de pessoas no mundo.
Pra finalizar: acho que todos nós temos essa vontade dormente. Alguns conseguem libertá-la mais cedo, outros mais tarde, outros não têm contato com ela por opção ou medo, mas é da natureza humana querer deixar sua impressão digital nessa existência, e ao fazer isso, afetar positivamente o máximo de pessoas possível. A vida mundana, as dificuldade que temos que superar e as crenças limitadoras que nos são ensinadas ao longo da vida às vezes jogam essa vontade pra um canto escuro e inabitado dos nossos pensamentos, mas acho que essa vontade está lá sim. E revivê-la esquecendo o medo de errar para construir algo maior que si mesmo e que pode mudar a vida de uma pessoa dá sentido à nossa passagem por esse mundo físico. É algo maior do que nós, porque talvez nos aproxime da criação. Deve ser por isso que a capacidade está sempre lá, inerente ao ser humano, mas só quem realmente quer pode acessá-la. É um poder, em sua essência, maior do que qualquer um de nós.
Faça o seu 2012 maior, antes que o mundo acabe!
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