segunda-feira, dezembro 24, 2007

Sonhe sem limite! E "Feliz Tudo" de novo!


Seguindo minha tradição anual (alguém lembra do “Feliz Tudo” do ano passado?), cá estou eu de novo. O ano passou voando – isso tende a acontecer quando se faz muita coisa – e o sentimento natalino volta a encher nossos corações. Ok, a frase é brega, mas não deixa de ser real. E esse sentimento é inspirador, é bonito, e me dá vontade de escrever e compartilhar um pouco do que senti e sinto.

Esse ano eu voltei a sonhar. Já escrevi sobre isso e vou reproduzir algumas partes aqui, porque esse é o tema que eu escolhi pra esse ano.

Depois desse ano, voltei a acreditar que sonhar é algo muito necessário. É necessário pra podermos ir pra frente, e em direção a alguma coisa. Essa necessidade de mantermos nossos sonhos ao alcance dos olhos e do coração cada vez mais é esquecida, porque estamos tão preocupados com nossa subsistência que esquecemos que somos feitos pra algo maior. Sim, somos parte de uma engrenagem maior e fomos criados pra viver ao máximo nossa vida, apesar do que o sistema de trabalho e a vida moderna nos dizem.

Eu nunca concordei com a “vida moderna”. Essa premissa de que todos os dias da semana têm que ser iguais – trabalhar das 9h às 18h, pegar uma hora (ou mais) de trânsito pra chegar em casa, jantar (isso pode incluir preparar o mesmo), ver uma hora de televisão e dormir e, no dia seguinte, começar tudo de novo – e de que o fim de semana é pra se passar “descansando” porque a semana foi puxada não entra na minha cabeça. Chaplin já ironizou isso em “Tempos Modernos” (apesar de o filme retratar a era industrial, pra mim não mudou muito o conceito), e eu nunca consegui ou conseguirei entrar numa rotina dessas. Precisa de surpresas, de variedade, de ter meses fantásticos e meses de dureza (apesar de não desejar muitos desses...), de um mínimo de emoção na rotina.

Voltando pro tema: engraçado como, quando somos crianças, não temos receio de sonhar e nossos sonhos não têm limite. Porque? Pra mim é óbvio - porque ninguém coloca limites. Quando somos crianças não sabemos que não dá pra ir morar em Marte, nem quanto custa um avião, nem mesmo que um trapezista é um funcionário do circo - pra criança que vê o espetáculo, ele é o cara que voa pelos ares. E à medida que passa o tempo, a gente vai ouvindo coisas como "Isso não é pra você", ou "Isso é muito difícil", ou "Você não tem talento pra isso" - e o pior de tudo é que começamos a acreditar nisso. Nossos pais, professores e mentores de vida não fazem por mal, é assim que foram criadas; o problema que, ao ouvir essas máximas constantemente, aquele sonho de ser trapezista vai pra gaveta, juntamente com o sonho de ter uma mansão na beira da praia com um carrão na garagem, ou o sonho de aprender a pilotar um avião. E a gente começa a sonhar dentro do nosso orçamento - comprar o carro que dá, o apartamento que dá, as roupas na ponta de estoque, o celular em promoção, o computador no crediário. Nada de errado em economizar - até porque todos temos que fazer isso pelo menos em um período da vida; o problema é que se acostumar a sonhar dentro do orçamento é ruim pra alma, porque você se acostuma à mediocridade e não evolui.

O sonho tá aí pra ser absurdo, pra tirar você da realidade de viver acostumado com o salário mínimo e procurar algo melhor, tá aí pra ser intangível na medida certa - assim a gente não se acomoda e tenta sempre mais - e com isso melhoramos como pessoa. Sei que parece forçação de barra, mas eu realmente acredito que qualquer pessoa pode ser mais, muito mais do que acha que pode. E eu não sabia que achava isso porque tinha esquecido que eu mesmo poderia ser mais. Confuso? Lê de novo com calma que você entende.

Esse ano muita coisa aconteceu comigo internamente. Foi um aprendizado enorme e um crescimento pessoal maior ainda. Aprendi muita coisa com gente muito boa, e isso me fez um bem enorme. Fazia tempo que eu não passava por um período de aprendizado tão intenso, e eu não sabia que sentia falta disso. E a maior mudança que aconteceu comigo esse ano é que eu voltei a sonhar sem limite, a sonhar fora da caixa, voltei a alimentar os sonhos do moleque que queria jogar na NBA, que queria ser Rockstar e tocar em estádios, que queria ser rico pra ter liberdade e tempo pra viajar quando quisesse sem ter que pensar que o pedágio tá caro. Não há nada de ruim nisso, muito pelo contrário – temos que acreditar que tudo é possível, caso contrário o Universo nunca nos dará o que queremos. Quem conhece a Lei da Atração sabe disso.

Espero sinceramente que todos possamos voltar a sonhar que nem criança. Nos “tempos modernos ” de Chaplin, sonhar com o impossível é um exercício legal, e nos permite voltar à essência do que eu acredito que fomos feitos pra ser: maiores que a vida.
Beijocas a todos e Feliz Tudo de novo!

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